STAG Aquela História: “A Pequena Gatuna”

TAG: AQUELA HISTÓRIA
Indicada por Jaqueline Bastos em 01 de maio de 2017

STAG Aquela História

A proposta desta STAG é bem ampla, conforme mencionada pelos seus criadores, o QG dos Blogueiros: “todo mundo tem #AquelaHistória, as vezes ela pode ser um relato muito engraçado que aconteceu conosco, ou aquela outra história de superação onde vencemos algo que nos amedrontava, uma amizade de anos, ou até mesmo aquela história do nosso primeiro amor que estamos com ele até hoje.”

Eu tive bastante dificuldade para pensar em uma história que eu quisesse compartilhar na blogosfera. Então, resolvi voltar no tempo e trazer uma lição aprendida através da experiência vivida em meus anos iniciais de vida. Alguns podem achá-la engraçada; outros, considerá-la um exemplo de superação (pq não?). Eu não me recordo exatamente da idade que eu tinha… Uns quatro ou cinco anos talvez. A história escolhida, que será contada em formato de narrativa, pode ser meio impactante, mas é formadora do caráter que tenho hoje e, por isso, não pode ser desprezada e relegada ao esquecimento.

A Pequena Gatuna

Era uma vez uma garotinha de personalidade forte. Com seus poucos anos de idade, comportava-se como uma digníssima leoa: sempre defendia o seu território com garras e dentes afiados. Inclusive, essa menina de natureza felina gostava muito de “caçar”: era uma verdadeira gatuna. Desde lápis até adesivos, a pequena agia de uma forma que ninguém percebia: era profissional na arte dos furtos de pequenos objetos.
Porém, essa sua vida de saques e apropriações estava prestes a terminar. Tudo que vai, volta. Cedo ou tarde, toda mentira acaba sendo descoberta, assim como todas as traquinagens e malfeitorias acabam vindo à luz.
A mãe da menina já tinha percebido o seu tino para o crime, devido aos tocos de lápis que apareciam do nada em sua casa. É claro que um adulto responsável faria com que sua criança devolvesse os lápis à escola e era exatamente a devolução destes que a mãe exigia da filha.
Contudo, um furto ainda maior estava para acontecer ainda, pois os primeiros delitos cometidos não tinham sido o suficiente para ensinar a pequena que suas ações eram antiéticas. A garotinha apenas devolvia os objetos furtados e não recebia punição alguma. Sua mãe a desmascarava, é verdade, mas não exigia uma reparação do erro a não ser a simples devolução dos espólios.
Certo dia, a mamãe resolvera limpar o sofá de sua moradia e, ao levantar os braços do móvel, não é que esta boa senhora acabara encontrando mais um item roubado? Um pequeno telefone de metal, daqueles que enfeitam estantes, jazia ali escondido.
Quem faria uma coisa dessas? É claro que mãe não precisou pensar muito para adivinhar a resposta. E foi assim que a gatuna não conseguiu mais esconder o seu grande feito. Debulhando-se em lágrimas, não só confessou, mas devolveu o objeto para sua legítima dona, uma vizinha cuja filha era amiga da pequena malfeitora, e pediu desculpas.
Aos prantos e envergonhada de sua conduta, que sabia ser errada, a garotinha nunca mais se atreveu a roubar novamente.

Essa é a história de uma pequena criminosa que aprendeu a lição.
Tem gente que diz que criança é flor da inocência e bondade. Eu não acredito nisso. As crianças sabem e conseguem ser cruéis e malvadas. Crianças são os seres humanos mais egoístas que existem, portanto, não venham me dizer que eu não sabia o que estava fazendo. Afinal, por que eu esconderia os objetos se não soubesse que aquilo que fazia era errado?
Resolvi contar essa história com o propósito de mostrar que as pessoas podem se reabilitar, sim. Podem, sim, ser pessoas melhores. Podem, sim, aprender o que é moral. Enfim, a ética pode ser aprendida.
Uma baita de uma lição, né? Eu poderia ter virado uma cleptomaníaca se não tivesse sido descoberta pela minha mãe, não poderia?

Quem sabe?

P.S.: Mãe, agradeço muito por você ter sido o meu guia e exemplo mor no decorrer de minha vida.

[My Authorship] Human & Bird Lullaby

Human & Bird Lullaby

Little bird…
Little bird…
Can you sing for me?

Dear human…
Dear human…
I want to be free.

Little bird…
Little bird…
If you sing for me,
I’ll let you free.

Dear human…
Dear human…
If you let me free,
I’ll sing happily.

Ok, I give up, my little friend.
I’ll put this discussion to an end.

To you, I’ll give your freedom.
So, please, live your life with wisdom.

Hey, it’s alright! Don’t be a coward now!
You must fly and bring my reward somehow.

Goodbye and comeback sometime,
‘Cause you owe me the best song of your life.